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Respirar melhor
é treinável.

Da bronquiolite do bebé à DPOC do adulto, a fisioterapia respiratória trabalha duas coisas: libertar as vias aéreas do que as obstrui e aumentar a capacidade de fazer o que a falta de ar impede.

Bebés e adultosTécnicas adaptadas a cada idade
CardiopneumologistaAvaliação funcional dentro da equipa
Treino de esforçoA reabilitação respiratória é também exercício
PortoDisponível na unidade do Porto
O que é

Em que consiste,
em concreto.

A fisioterapia respiratória tem duas grandes vertentes, muitas vezes confundidas. A primeira é a desobstrução: usar técnicas manuais e de fluxo de ar para mobilizar e eliminar secreções que ficam retidas nas vias aéreas — é o que se faz numa bronquiolite ou numa infecção respiratória com muita expectoração.

A segunda é a reabilitação respiratória propriamente dita, e é a mais subvalorizada. Em doenças crónicas como a DPOC, a falta de ar leva a evitar o esforço; evitar o esforço leva à perda de condição física; e a perda de condição física faz com que o mesmo esforço provoque ainda mais falta de ar. É um ciclo descendente que o treino supervisionado consegue inverter — e a reabilitação respiratória é das intervenções com melhor evidência nesta área.

Na Fisiovida, a avaliação conta com o apoio de cardiopneumologista, o que permite documentar a função respiratória e a capacidade de esforço antes e depois do programa. Nos bebés, o trabalho é sobretudo de desobstrução e de ensino aos pais; nos adultos, é sobretudo treino.

Fisioterapia Cardiorrespiratória na Fisiovida

Desobstruir

Técnicas de fluxo adaptadas à idade e ao tipo de secreção.

Treinar

O exercício supervisionado é o núcleo da reabilitação respiratória.

Medir

Avaliação funcional antes e depois, com cardiopneumologista.

Ensinar

Gestão da dispneia, conservação de energia e técnica de tosse.

Quando procurar

Reconhece-se
em algum destes?

Nenhum destes sinais é, por si só, um diagnóstico. São os motivos que mais vezes trazem alguém a esta consulta.

Indicações

O que tratamos,
e com que horizonte.

Os horizontes indicados são médias observadas em quadros semelhantes. O plano concreto é definido na avaliação e reajustado ao longo do processo.

SituaçãoSinais frequentesFoco da intervençãoHorizonte habitual
Bronquiolite do lactenteRuídos, dificuldade a mamar, tosseDesobstrução suave e ensino aos pais2 a 6 sessões
DPOCFalta de ar ao esforço, tosse crónicaTreino de esforço, gestão da dispneia, técnica de tosse8 a 12 semanas
AsmaCrises, limitação na actividade físicaControlo respiratório e condicionamento progressivo8 a 12 semanas
Pós-pneumoniaCansaço, expansão pulmonar reduzidaExpansão torácica e retorno progressivo ao esforço6 a 10 semanas
Pré e pós-operatórioCirurgia torácica ou abdominalPreparação respiratória e prevenção de complicaçõesConforme protocolo
Dispneia funcionalFalta de ar sem causa orgânica claraPadrão respiratório e exposição gradual ao esforço8 a 16 semanas

⚠ Estimativas indicativas para efeitos de draft. A validar com a direcção clínica da Fisiovida antes de publicação.

As fases do plano

Como o tempo se distribui entre avaliação, tratamento e autonomia.

1 sem 01 2 sem 02 8 sem 03 3 sem 04 início alta
Fase 01 · 1 semanaAvaliação funcional

História, auscultação, capacidade de esforço e função respiratória.

Fase 02 · 2 semanasDesobstrução

Quando indicada: libertar as vias aéreas e ensinar a tosse eficaz.

Fase 03 · 8 semanasCondicionamento

Treino de esforço progressivo com monitorização.

Fase 04 · 3 semanasManutenção

Programa autónomo e estratégias para as agudizações.

Duração relativa típica. Um plano real pode alongar ou encurtar qualquer fase consoante a resposta ao tratamento.

Como se reparte uma sessão

Onde vão os minutos de uma consulta de Cardiorrespiratória.

0 min 60 min 10' 18' 22' 10'
Avaliação e auscultação 10 minTécnicas respiratórias 18 minTreino de esforço 22 minEducação e plano 10 min

Distribuição indicativa. Cada sessão é ajustada ao que a reavaliação do dia mostrar.

Comparação

Reabilitação respiratória e medicação isolada

Não é uma questão de melhor ou pior em abstracto. É uma questão de saber o que cada abordagem faz — e o que não faz.

CritérioMedicação + reabilitaçãoSó medicação
Falta de ar no esforçoMelhora com o aumento da capacidadeMelhora limitada ao efeito do fármaco
Capacidade de exercícioAumenta com o treinoHabitualmente inalterada
Ciclo de descondicionamentoInvertidoMantém-se
Autonomia no dia a diaEstratégias concretas ensinadasNão abordada
PapelComplementares — não são alternativasBase indispensável
Mitos e factos

Três coisas que se dizem
e não se confirmam.

Preferimos corrigir aqui do que na terceira sessão. Uma clínica que só diz o que agrada não é uma clínica de confiança.

Mito

Quem tem falta de ar deve evitar esforço.

Facto

É o inverso do que a evidência mostra. Evitar o esforço acelera a perda de capacidade e agrava a dispneia a médio prazo. O treino supervisionado, com progressão adequada, é uma das intervenções com melhor resultado na DPOC.

Mito

A fisioterapia respiratória é «bater nas costas».

Facto

A percussão torácica clássica foi largamente substituída por técnicas de fluxo expiratório, mais eficazes e muito mais confortáveis — sobretudo em bebés, onde as técnicas actuais são suaves e bem toleradas.

Mito

Tossir é sempre mau.

Facto

A tosse é o principal mecanismo de limpeza das vias aéreas. O problema não é tossir — é tossir de forma ineficaz, que cansa sem limpar. Uma parte do trabalho é precisamente ensinar a tossir bem.

Perguntas frequentes

Sobre Cardiorrespiratória.

O meu bebé tem bronquiolite. Devo vir?
Depende da fase e dos sintomas. Fale primeiro com o pediatra; a fisioterapia respiratória é indicada em situações específicas, sobretudo quando há secreções que o bebé não consegue mobilizar.
A reabilitação respiratória é só exercício?
É sobretudo exercício, complementado com educação, técnica respiratória e estratégias de gestão da falta de ar no dia a dia.
Preciso de exames?
Se tiver espirometria ou provas de função respiratória, traga. Se não, a avaliação inicial determina o que é necessário.
Fazem em casa?
Sim, através do serviço de fisioterapia ao domicílio, para quem não se pode deslocar.
Quanto tempo dura um programa?
Habitualmente oito a doze semanas, com duas sessões por semana, seguido de um programa de manutenção autónomo.

Nota clínica. Esta página tem fins informativos e não substitui uma avaliação individual. Nenhuma indicação aqui descrita dispensa a consulta com um profissional de saúde, e situações de dor intensa, súbita ou acompanhada de sinais neurológicos devem ser avaliadas com urgência.

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