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24H Draft · Daily Shot Solutions

Voltar a jogar
não é deixar de doer.

A decisão de regressar à competição não se toma pela ausência de dor nem pelo calendário. Toma-se por critérios: força medida, gesto controlado, capacidade de suportar a carga do jogo. É esse o trabalho da Fisioterapia Desportiva.

Critérios de altaTestes objectivos, não apenas ausência de dor
Gesto específicoO plano aponta para a modalidade do atleta
Carga medidaProgressão calculada, não estimada
Porto e GaiaDisponível nas duas unidades
O que é

Em que consiste,
em concreto.

Uma lesão desportiva tem duas datas: aquela em que a dor desaparece e aquela em que o corpo volta a suportar a exigência do jogo. Entre as duas há normalmente várias semanas — e é o encurtamento dessa distância, por pressa ou por falta de critério, que explica a maior parte das recidivas.

A Fisioterapia Desportiva ocupa exactamente esse espaço. Depois de resolver a fase aguda, o trabalho passa a ser de reconstrução: força em toda a amplitude, potência, capacidade de travar e mudar de direcção, tolerância ao volume de treino e, finalmente, o gesto específico da modalidade executado sob fadiga. Cada uma destas etapas tem testes associados, e é a passagem nesses testes — não o calendário — que autoriza o passo seguinte.

Trabalha-se também o outro lado da equação: perceber por que motivo a lesão aconteceu. Défices de força pré-existentes, assimetrias, erros de progressão de carga no treino ou material inadequado são causas frequentes, e ignorá-las é garantir a repetição.

Fisioterapia Desportiva na Fisiovida

Testes, não palpites

A alta é decidida por medições comparadas com o lado são.

Progressão de carga

Volume e intensidade calculados semana a semana.

Gesto da modalidade

O plano termina no campo, não na marquesa.

Prevenção

Identificar e corrigir o que causou a lesão.

Quando procurar

Reconhece-se
em algum destes?

Nenhum destes sinais é, por si só, um diagnóstico. São os motivos que mais vezes trazem alguém a esta consulta.

Indicações

O que tratamos,
e com que horizonte.

Os horizontes indicados são médias observadas em quadros semelhantes. O plano concreto é definido na avaliação e reajustado ao longo do processo.

LesãoSinais frequentesFoco da intervençãoHorizonte habitual
Rotura muscularDor súbita, perda de força, hematomaCarga excêntrica progressiva e velocidade4 a 12 semanas
Entorse do tornozeloEdema, instabilidade, receio do apoioPropriocepção, força dos fibulares, mudanças de direcção4 a 10 semanas
Ligamento cruzado anteriorPós-operatório, instabilidade, quadricípite em déficeProtocolo faseado e critérios de retorno6 a 12 meses
Tendinopatia de AquilesDor matinal, dor ao correr e a saltarCarga progressiva, pliometria e gestão de volume12 a 24 semanas
Ombro do lançadorDor no armar do braço, perda de rotação internaMobilidade, coifa e cadeia cinética completa8 a 16 semanas
PubalgiaDor na virilha ao acelerar e rematarAdutores, parede abdominal e controlo pélvico10 a 20 semanas

⚠ Estimativas indicativas para efeitos de draft. A validar com a direcção clínica da Fisiovida antes de publicação.

As fases do plano

Como o tempo se distribui entre avaliação, tratamento e autonomia.

2 sem 01 6 sem 02 5 sem 03 3 sem 04 início alta
Fase 01 · 2 semanasAguda

Proteger, controlar sintomas e manter o que for possível manter.

Fase 02 · 6 semanasReconstrução

Amplitude completa, força em toda a amplitude, base aeróbia.

Fase 03 · 5 semanasPotência e agilidade

Pliometria, aceleração, travagem e mudança de direcção.

Fase 04 · 3 semanasRegresso à competição

Gesto específico sob fadiga e reintegração progressiva no treino.

Duração relativa típica. Um plano real pode alongar ou encurtar qualquer fase consoante a resposta ao tratamento.

Como se reparte uma sessão

Onde vão os minutos de uma consulta de Desportiva.

0 min 60 min 10' 12' 26' 12'
Reavaliação e testes 10 minTrabalho manual dirigido 12 minForça e potência 26 minGesto específico 12 min

Distribuição indicativa. Cada sessão é ajustada ao que a reavaliação do dia mostrar.

Comparação

Alta por tempo e alta por critérios

Não é uma questão de melhor ou pior em abstracto. É uma questão de saber o que cada abordagem faz — e o que não faz.

CritérioAlta por critériosAlta por tempo
Base da decisãoTestes de força, salto e controlo comparadosSemanas decorridas desde a lesão
Assimetria residualMedida e corrigida antes do regressoFrequentemente não avaliada
Risco de recidivaReduzido por verificação objectivaMais elevado
Confiança do atletaSustentada em números que ele viuBaseada na ausência de dor
Reintegração no treinoProgressiva e monitorizadaRegresso directo ao grupo
Mitos e factos

Três coisas que se dizem
e não se confirmam.

Preferimos corrigir aqui do que na terceira sessão. Uma clínica que só diz o que agrada não é uma clínica de confiança.

Mito

Se já não dói, posso voltar a jogar.

Facto

A dor desaparece muito antes de a força e o controlo estarem recuperados. É frequente encontrar défices de força de 20% a 30% face ao lado são em atletas que já não têm qualquer queixa — e é exactamente aí que a lesão se repete.

Mito

Gelo é sempre a primeira coisa a fazer.

Facto

O gelo ajuda a controlar a dor nas primeiras horas, mas as recomendações actuais dão muito mais peso ao movimento precoce e à carga adequada do que à aplicação prolongada de frio, que pode até atrasar processos úteis de reparação.

Mito

Alongar antes do treino previne lesões.

Facto

O alongamento estático prolongado antes do esforço não reduz a incidência de lesões e pode reduzir temporariamente a produção de força. O aquecimento activo e os programas de prevenção com força e pliometria têm suporte muito mais consistente.

Perguntas frequentes

Sobre Desportiva.

Trabalham com atletas amadores?
Sim, e são a maioria. O raciocínio é o mesmo; o que muda é a exigência final para a qual se prepara o regresso.
Falam com o meu treinador?
Sempre que o atleta autorize e faça sentido. A articulação com quem controla a carga de treino é uma das partes mais úteis do processo.
Quanto tempo até voltar a competir?
Depende da lesão e do ponto de partida. Damos uma estimativa na primeira consulta e vamos ajustando-a com base nos testes.
Fazem prevenção, e não só tratamento?
Sim. A avaliação de assimetrias e de défices de força em pré-época é uma das intervenções com melhor retorno.
Posso continuar a treinar durante o tratamento?
Quase sempre, com adaptação. Parar tudo raramente é a melhor opção.

Nota clínica. Esta página tem fins informativos e não substitui uma avaliação individual. Nenhuma indicação aqui descrita dispensa a consulta com um profissional de saúde, e situações de dor intensa, súbita ou acompanhada de sinais neurológicos devem ser avaliadas com urgência.

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